17 outubro, 2010

do anything


- Não tenho tempo pra mais nada, to super enrolada.
- Sério?! Poxa organiza seu tempo, amiga.
- Não dá, não faço nada de útil, só vejo a hora passar. É super involuntário.
  Acho que vou sair e fazer algo útil. Beijos, tchau.
(horas depois)
-E aí conseguiu fazer algo?
- Não, nadinha de nada. Só deitei, escrevi, li. Não fiz nada de útil como era de se imaginar.


"Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de métodos."
Albert Einstein 



Que me desculpe os organizadores de tempo e metodistas, mas fazer nada é minha especialidade.
Deitar na cama, ouvir algo, ler algo. Sim, é útil.
Meus melhores prazeres se baseam em tirar um dia para organizar tudo. Ficar de meias, moleton e lã, vivendo á base de café, fazendo nada e achar que to fazendo tudo. Esse é meu tudo, desculpa.
E se me perguntarem o que to fazendo eu vou falar na maior certeza de todo mundo: to ocupada.
É fazer nada que me descansa e organiza minha mente. Dormir, ler, escrever, ficar o dia todo na frente da TV nunca prestando atenção de verdade no que ta passando naquele programa idiota de domingo.
Fazer nada é meu grande prazer na vida, mas por favor não me chame de vida-mole ou sei lá que nome vai dar para isso, pois eu faço tudo também.
Organizar a mente é o primeiro passo para algo, mesmo que não se saiba que caminho tomar.


- E aí, ainda ta enrolada com as coisas?
-Não mais, melhorei.
-Ah, que bom! O que você fez?
-Nada
-Então vamos sair?
-Não posso. To ocupada fazendo nada.


14 outubro, 2010

Meninas não tão boas


Se tem algo que posso lhe dizer sobre meninas é que elas são más. 
Se escondem atrás de sorrisos ingênuos, gestos meigos e bochechas rosadas,
mas não pise em seus calos.
Meninas estão sempre em alerta por mais que não pareça.
Menino tolo, cuidado!
Ela chora, faz escândalo e tem seu coração partido em mil pedaços, 
mas esquece tudo depois que absorve todo o aprendizado que poderia
e então se lembra que tem algo a se vingar.

Meninas não são assassinas,  
mas também não são super heroínas em todas as cenas.
Meninas se vingam de garotos cada vez mais se aprimorando

Elas crescem e evoluem,
enquanto os meninos... 
ah os meninos!
Meninas enlouquecem garotos também,
e é só querer.
Tome cuidado,
porque muitas vezes elas querem!

"Procissão de gatos?
a menina vai na frente
levando as sardinhas."
Rosa Clement

27 setembro, 2010

sentimento cor-de-rosa

Acho que já vi essa cena antes.
Na verdade acho que já vi essa cena milhares de vezes.

Começando pela implicância e por morder os lábios e dar um sorriso daqueles. Um sorriso daqueles bem idiotas, daqueles que você não consegue tirar do rosto. Você morde os lábios pela milésima vez e ri alto, sabe que está fazendo papel de idiota, mas não está nem aí.
You're falling in love, girl!
É sempre assim que acontece, e mesmo que saiba que não é a atitude mais inteligente á se tomar você não se importa.
Acho que se apaixonar é a melhor parte de tudo que possa vir depois. Se lembrar de você correndo para casa para poder encontrá-lo na internet, fazer algo mínimo mas que tenha influência daquilo que ele disse na semana passada.
Rir e sempre lembrar da pessoa.
Por mais que não dê em nada, por mais que seja a coisa mais ingênua do mundo, é a melhor coisa também.
É meio parecido como olhar um dia de sol com fones de ouvido tocando um country que lhe acalme, é como ver filme de romance e chorar.
É a coisa mais tola e mais idiota do mundo e é a coisa que mais pode machucar também, mas não importa se for o que seu coração grita ferozmente quando você o vê.
Pensar nele toda hora, sair do seu confortável lugar para procurá-lo no recreio.

Acho que talvez 'amor' seja forte demais, talvez a palavra não caiba bem aí . Acho que esse sentimento não é vermelho, talvez seja rosa claro. É, rosa claro.
É o frio na barriga, o sorriso que não sai da cara e a alegria de estar com ele por mais que não falem nada, é esse o sentimento cor-de-rosa que a Sandy cantava em minha infância incessantemente: EU ACHO QUE PIREI MEUS PÉS SAÍRAM DO CHÃO!

É abstrato e convidativo, e até mesmo misterioso.
E você que sempre se atraiu por esses tipos vai atrás!

Boa viagem, garota!

Auto-suficiência, ou quase isso


Mais uma tarde de sábado na qual se encontrava atrás de um balcão com artigos esportivos cujos nomes decorou por abrigação, mas nunca entendera sua utilidade.
O avental furado de um bege sem vida tapava sua camisa de cor crua que talvez abrigasse o nome de uma banda qualquer, que outras pessoas de sua idade não conheceriam. O cenário e suas vestes transmitiam perfeitamente a mensagem que quem olhasse para seu rosto receberia.
Unhas roídas, cabelos desgrenhados presos em um rabo de cavalo mal feito e  um casaco de moleton, que mais parecia um pijama, amarrados em um cintura de criança.
Algumas ideias em mente, outras tantas em papéis e todas implatadas pela música extremamente alta que berrava de seus fones.
O relógio marcou 4 horas e se não tivesse a observado antes e notado sua total falta de humor, diria que a vi sorrindo. Algumas passadas até a porta acompanhadas por um tropeção na diferença de níveis do chão e alguns minutos gastos enquanto procurava a chave que lhe serveria. Apagou as luzes e pôs o gorro sobre a cabeça, se preparando assim para a caminhada sob a fina neblina que a levaria á sua cama que a esperava ainda desfeita pelo mal humor matinal de quem trabalha aos sábados para sustentar uma vida idependente, ou quase isso.

23 setembro, 2010

a Letícia Falcão


Então tá, você grita um palavrão quando bem entender, ri descontroladamente e manipula seu redor para que aja de acordo com seu humor. Ok, é você que toma conta da sua vida e que arca com as consequências que virá a ter, mas não me faça assistir a isso tudo com um sorriso no rosto, ou sei lá, não sei como seu humor estará amanhã.
O que me incomoda é que você se contradiz; você se contradiz cada vez mais, um dia após o outro. Na terça, preferindo o silêncio e a literatura que te esquenta e na quarta grita idiotices que poderiam me fazer vomitar. Um dia ri de tudo e no outro chora por tudo. Constrói conceitos e os fazem existir mesmo que no dia seguinte os destrua.
Talvez seja verdade: você me enoja!
Então me viro pro outro lado e evito te olhar, não reclamo; nunca disse que teria que mudar. Mas agora não me venha ser hipócrita e gritar que eu não posso xingar um palavrão quando eu bem entender, até mesmo porque eu posso!

Mas então você me chega na terça e se mostra calma. Me sento ao seu lado sob a luz de um sol matinal que luta contra as nuvens densas e então te ouço. Respondo quando necessário ou não respondo quando não sei o que dizer,  mas eu ouço cada palavra.
Acaba o dia e me sinto feliz por hoje ter sido assim, mas também penso em amanhã e me lembro que não é terça nem quarta, é só mais um dia daqueles nos quais espero sua ação e, diretamente dependente de tal, controlo minha reação.

Talvez seja mesmo uma caixa de pandora e toda essa minha revolta passe ao fim dos textos que escrevo, mas é que você me irrita!


Até a sexta ;*




à propósito: any nonsense, blog da Letícia.