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09 janeiro, 2012

Eu queria falar QUE, eu queria falar SOBRE


Eu queria falar, EU SEMPRE QUERO, que queria ter falado o quão 2011 foi um ano incrível e cheio de altos e baixos, queria falar o quanto me transformei esse ano, o quanto eu aprendi! Gente, e como aprendi! E vão se acostumando com as exclamações, devo usar bastante!
Então, to tendo problemas com a memória, hora mais propícia não haveria, não é mesmo? Eu só me lembro de almoçar de segunda à sexta em uns mesmo seis (ok, cinco) restaurantes self-service com as amigas, ter o prato maior, ser a última a terminar a refeição e ainda querer sobremesa. NOSSA, COMO EU ADORO PUDIM!
Me lembro de uma australiana que entrou no meio do ano pra mudar vidas! Me lembro da minha implicância com meu professor de filosofia, da minha expectativa com as aulas de sociologia e história. Me lembro principalmente de minha pessoa, andando de meias brancas pelos corredores da biblioteca municipal, encantada com livros e querendo ler todos eles! E é disso que eu quero falar, por mais que vocês não queiram ouvir, eu vou falar e falar e ser redundante, ou posso mudar de caminho à qualquer curva.
Eu quero falar do que eu aprendi esse ano, seja isso didático ou moral, ou envolvendo ambos.
Eu quero falar que li mais livros do que já havia lido antes, quero dizer que me perdi em Hogwarts um turbilhão de vezes, quero dizer que me tranquei nO Mundo de Sofia por um tempo, quero dizer que conheci pessoas singulares, dizer que descobri falhas onde nem eu mesmo esperava e me decepcionei com pessoas que eu nunca cogitaria. Descobri que a internet abre um leque de informações maior do que você pode imaginar, me irritei com minha falta de tempo e voltei a dormir tarde. Chegar da escola exausta e despencar na cama. No amor, o que move isso aqui em suma, eu me aquietei, mas descobri que tipos errados e opostos me atraem. Ouvi Beatles mais do que nunca, conheci Pink Floyd. Me apaixonei pelo mundo, e por música. Fiz planos,desfiz, perdi o ônibus mais de 70% do ano, tive minha primeira experiência com o vestibular.
Fui legal com quem me deixou a ver navios uma vez, disse que o Sistema não funcionava, citei Kant. Me assumi agnóstica, li metade de Zaratustra.
Aprendi a achar as coisas bonitas, como margaridas, palavras e gestos. Chorei ao contemplar o quanto essa simples palavra "bonito (a)" diz muito sobre algo quando sozinha, ao pairar sob a consciência. Chorei depois por me ver achando as coisas bonitas. Descobri que realmente tenho problemas em demonstrar afeto de forma mais normal possível. Talvez de comunicação também, rs.
Fui num show de uma das minhas bandas favoritas (poucas são estas vivas), chorei quando o Dinho citou o Aborto Elétrico e cantou Fátima, Renato Russo é o meu #1, não tem quem tira. Passei, VIREI, noites e mais noites falando sempre das mesmas coisas com uma amiga (das poucas que sobraram, essa é retardada pra valer). Se algumas cenas desse ano me marcaram uma delas inclui quando me mostram certos versos de uma música e pediram pra eu ouvir com atenção, me disseram ainda no mesmo contexto que eu tinha amigas, e não precisava guardar tudo pra mim, e me fazer de forte sempre. Achei    b o n i t o  !
E se esse ano foi marcado, com toda certeza foi com muitos anexos à minha essência. Um dia, após voltar a ter aulas com uma professora de língua portuguesa muito querida e fazer meu primeiro teste depois de um ano estudando com outra educadora, ela escreveu algo assim no cabeçalho da minha prova: Bom ver que continua a mesma de sempre, só que agora com mais bagagem!
Preciso dizer que pirei com tamanho elogio e que guardei aquilo pra sempre em mim? É assim que eu vejo esse ano que passou, um ano no qual eu ganhei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu(...)uuuita bagagem, e que nesse ano agora que se inicia eu consiga muito mais ainda! A única coisa que não nos podem roubar é o conhecimento, e ele vale muito! Só pra marcar novamente, uma dessas pessoas singulares que encontrei pelo caminho com O Mundo de Sofia em mãos, pronto pra me dar o melhor presente EVER, é a pessoa que mais me ensinou esse ano todo, se aprendi algo foi por ir constantemente atrás dele perguntar sobre coisas absurdas até e tirar minhas dúvidas! E um dia eu chorei com algo que ele disse, não gravei, não quero citar, mas era algo bonito, sobre alguém te conhecer inteiramente, assunto arduamente discutido com ele por meio de análises feitas por mim (sobre ele)!  O que quero dizer e estou dando tantas curvas, é que ele disse esse dia que estava fazendo algo que gostava, ensinar/discutir o assunto, e que estava me dando um presente (OH MEU DEUS, EU TO QUASE CHORANDO DE NOVO, MINHAS NARINAS INFLARAM) que era o conhecimento, e o conhecimento pra mim é um tipo de santuário, é o que me move, é o que faz dessa Carol algo no universo! E não sei, achei  bonito... Só isso, achei tão bonito alguém falar TOMA AQUI MEU CONHECIMENTO, EU GOSTO DE REPARTIR, É O QUE EU TENHO DE MELHOR!
Poderia continuar o post dizendo 1001 coisas, mas não dá, você consegue sentir o quão bonito isso é?
Eu não poderia imaginar um 2011 melhor!

07 dezembro, 2011

As pessoas nascem boas ou más? A sociedade interfere nisso?

E aí, gente, tomei vergonha na cara pra fazer algo que vem me atormentando desde comecei a ler e estudar mais. Esse texto aqui é de um trabalho de sociologia, que fiz pra escola. Venho fazendo vários desses, com temas absurdamente interessantes e finalmente resolvi mostrar algum aqui.
Venho estado meio perdida no que diz respeito ao blog, não quero que isso aqui seja só minha parte idiota que ama o mundo inteiro ou que sofre loucamente. Quero que isso aqui seja uma extensão minha, e espero que eu pegue o swing disso logo!
O tema é o do título, e o último parágrafo achei pessoal e loucura demais pro trabalho a ser entregue, então se sintam privilegiados! Boa leitura (:



Não creio que exista qualquer conceito inato que haja sobre nós. Somos fruto daquilo que vimos, vivenciamos, experimentamos e aprendemos ao longo da vida. Uma pessoa não nasce com seus princípios definidos, no máximo obtém um potencial a desenvolvê-los. Indivíduos nascidos em sociedades diferentes, terão pensamentos diferentes sobre um mesmo assunto, como por exemplo, os índios. Eles não são diferentes de nós, não há nada em sua genética que os façam ser diferentes, e mesmo assim, pegando por exemplo a nudez, que para eles não é algo excepcional, já para nós é motivo de vergonha. Andar despido por aí, como um índio faria, é caracterizado como um atentado ao pudor.
Seguindo essa linha de raciocínio, não creio que tenhamos um conceito inato do certo e do errado, e sim criamos, e a partir desses, agimos sob a ótica que nos mostra o que é bom ou ruim. Não creio na existência de qualquer força externa ou divina que possa nos designar a sermos bons ou ruins.
Como dito antes, somos frutos do que vivenciamos, sendo assim, a sociedade que nos cerca junto com todos os seus valores, história e regras, acrescenta a nós fatos diários, tais quais adicionamos à bagagem, seja tomando uma posição a favor, ou negando-os. Mais uma vez exemplificando, uma pessoa criada em um cerco de pessoas agressivas de forma acentuada, trás consigo essas experiências que então poderão exercer algum efeito (também acentuado) nele, como uma maior tendência à atitudes violentas ou total aversão à tal forma de agir. Uso de exemplos de tons acentuados pois nestes são mais perceptíveis a influência que o meio tem sob o indivíduo, determinismo puro, porém enfoco também que não há a obrigatoriedade de agir conforme o meio. Esse meio é apenas o canal transmissor de certas ideias vistas de posicionados pontos de vista.
De certa forma somos livres pra escolhermos o que quisermos, para considerar como bom ou ruim o que melhor nos aparentar e também agir sob a ótica que mais nos agrada, porém há sempre uma essência que nos é única e que até agora me pergunto da onde vem. Ou se não há essa essência. Aliás, essa é a minha maior dúvida até então. Se somos corpo, cérebro e uma folha em braco a definir, será que essa folha é   o resultado apenas de esbarrões de pincéis alheios (vulgarmente atende pelo nome de Sociedade), ou essa folha também tem alguma vontade própria?
Com o cérebro, acredito até onde posso ver e tocar, mas com a alma (ela existe?) eu quero um pouco de magia pro lado de cá.

06 junho, 2010

Postagem de volto logo



Nos últimos dias ando sem inspiração, e tenho uma tese para isso, vou explicar....

É como se minha alma não estivesse em mim todo o tempo, é quase como se eu só estivesse viva quando sinto realmente algo, e quando não há nada eu estou oca, é como se eu perdesse minha alma depois de descobrir que tudo aquilo que me deu inspiração fora um sonho ou uma ilusão, é quase assim.
Minha alma anda por perto, as vezes sinto ela querendo entrar em meu corpo, mas parece que minha mente causa um bloqueio. Já cheguei a pensar em deixar a dor me corroer, minha alma estaria ferida porém ainda estaria dentro de mim, afinal eu sentia algo; desisti da ideia, ''dor é para os fracos''. Eu não sinto mais nada, e isso é tremendamente ruim.
Me bani também das lágrimas, é como se minha alma as tivesse levado para longe junto com toda a sensibilidade que um dia poderia ter.

Eu acho que agora sou somente corpo e uma mente que não funciona como deveria, ainda há ideias, pensamentos nela, porém nada que lhe motive á seguir com o que imagina.
Mas isso não é novidade para mim, parei de escrever da ultima vez pela mesma causa, só que agora essa depressão veio antes, eu não a esperava, mas ela simplesmente chegou e dominou tudo.

Bom, não me julgue mal se me ver feliz por aí qualquer dia desses, eu realmente estou fingindo minha felicidade... E mesmo que mentir para si mesmo seja a maior mentira como já disse o sábio Renato Russo, é o que eu tenho por enquanto.

Vamos lá, esperar que algo venha de novo e me dê inspiração, pois ISSO já rendeu bastante, e eu só tenho a agradecer, esperando uma nova quebrança facial e pondo 'ausente' no status.


Desculpem-me por isso.