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05 março, 2012

Sou metal, raio, relâmpago e trovão

*Tive um sonho diferente dos que usualmente chamo de diferente. Sonhava que pediam pra me classificar  numa música da minha banda favorita. Eu pensava, pensava e qualquer faixa por mais linda que se chamasse era pequena demais, seria algo muito fechado, aí então lembrava desta e falava, é isso, essa é a frase! Isto que sou, porque isso quer dizer não apenas o que se escreve, mas o que a música remete. Eu sei, tolice, mas é que eu nunca tinha parado para ouvir esta música, não conhecia a letra e isso fez de tudo algo muito mais diferente e intrigante. "Sou metal contra as nuvens" eu enfim respondi no sonho e acordei.
I
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

09 janeiro, 2012

Eu queria falar QUE, eu queria falar SOBRE


Eu queria falar, EU SEMPRE QUERO, que queria ter falado o quão 2011 foi um ano incrível e cheio de altos e baixos, queria falar o quanto me transformei esse ano, o quanto eu aprendi! Gente, e como aprendi! E vão se acostumando com as exclamações, devo usar bastante!
Então, to tendo problemas com a memória, hora mais propícia não haveria, não é mesmo? Eu só me lembro de almoçar de segunda à sexta em uns mesmo seis (ok, cinco) restaurantes self-service com as amigas, ter o prato maior, ser a última a terminar a refeição e ainda querer sobremesa. NOSSA, COMO EU ADORO PUDIM!
Me lembro de uma australiana que entrou no meio do ano pra mudar vidas! Me lembro da minha implicância com meu professor de filosofia, da minha expectativa com as aulas de sociologia e história. Me lembro principalmente de minha pessoa, andando de meias brancas pelos corredores da biblioteca municipal, encantada com livros e querendo ler todos eles! E é disso que eu quero falar, por mais que vocês não queiram ouvir, eu vou falar e falar e ser redundante, ou posso mudar de caminho à qualquer curva.
Eu quero falar do que eu aprendi esse ano, seja isso didático ou moral, ou envolvendo ambos.
Eu quero falar que li mais livros do que já havia lido antes, quero dizer que me perdi em Hogwarts um turbilhão de vezes, quero dizer que me tranquei nO Mundo de Sofia por um tempo, quero dizer que conheci pessoas singulares, dizer que descobri falhas onde nem eu mesmo esperava e me decepcionei com pessoas que eu nunca cogitaria. Descobri que a internet abre um leque de informações maior do que você pode imaginar, me irritei com minha falta de tempo e voltei a dormir tarde. Chegar da escola exausta e despencar na cama. No amor, o que move isso aqui em suma, eu me aquietei, mas descobri que tipos errados e opostos me atraem. Ouvi Beatles mais do que nunca, conheci Pink Floyd. Me apaixonei pelo mundo, e por música. Fiz planos,desfiz, perdi o ônibus mais de 70% do ano, tive minha primeira experiência com o vestibular.
Fui legal com quem me deixou a ver navios uma vez, disse que o Sistema não funcionava, citei Kant. Me assumi agnóstica, li metade de Zaratustra.
Aprendi a achar as coisas bonitas, como margaridas, palavras e gestos. Chorei ao contemplar o quanto essa simples palavra "bonito (a)" diz muito sobre algo quando sozinha, ao pairar sob a consciência. Chorei depois por me ver achando as coisas bonitas. Descobri que realmente tenho problemas em demonstrar afeto de forma mais normal possível. Talvez de comunicação também, rs.
Fui num show de uma das minhas bandas favoritas (poucas são estas vivas), chorei quando o Dinho citou o Aborto Elétrico e cantou Fátima, Renato Russo é o meu #1, não tem quem tira. Passei, VIREI, noites e mais noites falando sempre das mesmas coisas com uma amiga (das poucas que sobraram, essa é retardada pra valer). Se algumas cenas desse ano me marcaram uma delas inclui quando me mostram certos versos de uma música e pediram pra eu ouvir com atenção, me disseram ainda no mesmo contexto que eu tinha amigas, e não precisava guardar tudo pra mim, e me fazer de forte sempre. Achei    b o n i t o  !
E se esse ano foi marcado, com toda certeza foi com muitos anexos à minha essência. Um dia, após voltar a ter aulas com uma professora de língua portuguesa muito querida e fazer meu primeiro teste depois de um ano estudando com outra educadora, ela escreveu algo assim no cabeçalho da minha prova: Bom ver que continua a mesma de sempre, só que agora com mais bagagem!
Preciso dizer que pirei com tamanho elogio e que guardei aquilo pra sempre em mim? É assim que eu vejo esse ano que passou, um ano no qual eu ganhei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu(...)uuuita bagagem, e que nesse ano agora que se inicia eu consiga muito mais ainda! A única coisa que não nos podem roubar é o conhecimento, e ele vale muito! Só pra marcar novamente, uma dessas pessoas singulares que encontrei pelo caminho com O Mundo de Sofia em mãos, pronto pra me dar o melhor presente EVER, é a pessoa que mais me ensinou esse ano todo, se aprendi algo foi por ir constantemente atrás dele perguntar sobre coisas absurdas até e tirar minhas dúvidas! E um dia eu chorei com algo que ele disse, não gravei, não quero citar, mas era algo bonito, sobre alguém te conhecer inteiramente, assunto arduamente discutido com ele por meio de análises feitas por mim (sobre ele)!  O que quero dizer e estou dando tantas curvas, é que ele disse esse dia que estava fazendo algo que gostava, ensinar/discutir o assunto, e que estava me dando um presente (OH MEU DEUS, EU TO QUASE CHORANDO DE NOVO, MINHAS NARINAS INFLARAM) que era o conhecimento, e o conhecimento pra mim é um tipo de santuário, é o que me move, é o que faz dessa Carol algo no universo! E não sei, achei  bonito... Só isso, achei tão bonito alguém falar TOMA AQUI MEU CONHECIMENTO, EU GOSTO DE REPARTIR, É O QUE EU TENHO DE MELHOR!
Poderia continuar o post dizendo 1001 coisas, mas não dá, você consegue sentir o quão bonito isso é?
Eu não poderia imaginar um 2011 melhor!

16 agosto, 2011

Perfeição - legião Urbana

Não sei se pra vocês também é assim, mas o primeiro álbum que conheci da minha banda favorita é o melhor pra sempre! Sério, sou muito grata a minha prima porra-loka que me apresentou Legião Urbana. De verdade, de verdade meeeesmo, tentando me livrar de clichês, eu acho que não seria a mesma se aos 12 anos de idade eu não ficasse ouvindo o cd arranhado que roubei da minha prima durante todo meu tempo livre. Viva o MAIS DO MESMO!
Ai como legião faz bem aos ouvidos, GENTEM!


Legião Urbana - Perfeição por EMI_Music

22 novembro, 2010

Vento no Litoral

Renato Russo: Quem que já sofreu por amor?
Público: EEEEEU !
Renato Russo: Isso tudo já se apaixonou de verdade? Eu sempre faço essa pergunta, porque, EU NÃO ACREDITO NISSO. Eu cheguei à conclusão, que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento.
Senão fica um cara doente, igual ao cara dessa música agora (…)