29 agosto, 2010

I feel disappear


Chega a noite, por alguns momentos tranquilidade. Tento fazer com que permaneça, mas é como lutar em vão.
Ás vezes caio nas armadilhas e isso só piora tudo.
Não vou dormir, você sempre aparece nos sonhos e acordo chamando seu nome, é sempre assim.
Ontem nostalgia de tudo o que foi tão bom e vi passar sem aproveitar, merda de ressentimento e vontade de um ctrl+z. Lágrimas desceram enquanto me afastava de você sem nem mesmo uma palavra trocar.
Vamos lá, passe dor... PASSA, PASSA !
Me pergunto se isso ainda vai durar muito tempo, o tremor me encomoda.
Eu nunca te entendi, nem mesmo quando você era a meu favor e não vai ser agora que eu vou entender alguma coisa.
Não resisti, fui lá falei demais, fui idiota, a raiva passou e nada além de um pedido de desculpa e um breve tchau vingaram, com algum sentimento revoltado é mais facil.

ok, não tenho mais palavras, não sei mais como utilizá-las e não sei mais o que escrever.
Ás vezes me sinto desaparecer

17 agosto, 2010

Talvez

Já comecei textos como esse muitas vezes, e todas as vezes desisti deles.
Talvez me faltasse inspiração, talvez eu devesse mesmo deitar sob o céu estrelado com uma folha de papel amassada e uma caneta bem velha com histórias para contar, mas talvez eu só devesse esperar quebrar minha cara novamente, ou quase isso.
Talvez eu devesse decidir ser menos boazinha demais e  então arriscar mais, ou fazer algo por puro prazer não importando a quem machuque. Talvez eu não devesse escrever isso aqui e deixar que saiba do que se passa na minha cabeça.
Mas o problema sempre foi que eu falo demais e me expresso demais, e talvez até mesmo eu ame demais. Talvez eu exagere demais também, não sei dizer porque eu também fantasio demais.
Acredito no que as pessoas dizem e então quando elas me mostram o contrário arrumo outras pessoas para me iludirem. Não sei bem se é a maneira mais certa de sobreviver a isso tudo, mas de certa forma me sinto bem. Nem que seja enquanto estou iludida com falsos bonzinhos.
Talvez seja dificil mesmo ser bonzinho demais e eu não devesse me prender á isso, mas a verdade é que eu não me prendo. Sou presa, é tudo o que sei.
Talvez meus principios estejam ultrapassados e tenham se tornados retrógrados com isso tudo que vem acontecendo nowadays.
Nunca vai existir alguém bonzinho a ponto de ser perfeito ou algo do tipo, porque eles sempre podem escolher generalizar e você sabe a quem pertece a maioria.
Talvez eu esteja fazendo isso nesse exato momento e  generalizando tudo, mas é que eu não posso julgar a quem faz isso. Talvez  mais uma vez seja instintivo, como todo o resto. Talvez.
Mas se tem algo que venho aprendendo sem saber classificar como bom ou mal, como normalmente (e instintivamente) faço, é que o "talvez" nunca me levou a lugar algum.  E não me importo mais se ele me levar a ruina (mesmo que eu saiba que me importo sim), pois é de lá que tiro as melhores histórias -as vezes- nada reais que conto aqui.
Se é verdade ou não?! Pois é, você nunca vai saber.

30 julho, 2010

a Thiago Duarte

Eu deveria ir dormir agora, já são 02:25, mas não vou sem antes escrever algo descente para você.
Hoje eu lembrei que eu tenho o melhor amigo do mundo e constatei que o mais fiel também.
Achei uma pergunta numa conta sua num site de relacionamentos que dizia que era para você me esquecer, e você todo fofo como sempre respondeu "Esquece de respirar então :) tem como ? não".
O que mais me surpreendeu nisso não foi sua resposta, porque eu sei o amigo que eu tenho. Mas foi a pergunta.
Confesso que eu sempre acho que você já me esqueceu e que nem liga mais para mim, mas desfiz essa ideia com essa pessoa que quis ser desagradável porém causou efeito contrário em mim.
Acho que nunca fui tão longe com uma amizade como acontece com a nossa. É tão bom poder lembrar que aquele menino gordinho na porta da escola com o boné do Vasco está tão perto de mim ainda hoje.
ISSO NÃO TEM PREÇO.
Acho que nunca briguei com um amigo e fiquei tão mal quanto um dia já fiquei quando briguei com você.
Acho também que nunca dei meu braço á torcer como naquele dia na praça olímpica que eu te chamei pro canto e fizemos as pazes por uma briga que na verdade não aconteceu, e que era só eu sentindo ciumes de meu amigo porque ele começou a namorar e não me contou. Para quem lê isso acha que eu ainda não estou de tudo errada, mas quem conhece ele sabe que ele não contou porque ele estava preocupado com a minha reação e esperava um momento mais oportuno.
E nada melhor que no final, depois de pedir desculpas, ouvir que ele também sentia ciúmes de você com aquele seu novo amigo.
Nada melhor que encontrar um amigo na porta do shopping e dar um abraço que vale por todo uma eternidade.
Nada melhor que, com saudades, entrar no formspring dele e ver, que mesmo com tanto tempo sem se verem e se falarem ele ainda usa o termo 'melhor amiga' para você.
Acho que um ano e meio sem se ver direito poderia acabar com a amizade de qualquer um, but something keep us together.
E talvez eu não dê a merecida atenção á essa coisa, ou á essa pessoa que está sempre de braços abertos para mim e que sempre me gira loucamente onde quer que eu esteja, conservando velhas tradições de uma amizade que parece imortal.
Eu só queria agradecer, mas acho impossível escrever como eu me sinto quando me lembro de tudo o que vivemos até aqui. (02:54)



 







Ps.: Sim, a TPM me deixa chorona e sentimentalista, mas eu  não retiro nada do que eu disse.

17 julho, 2010

I hate you, guy

Odeio o jeito como me irrita e as piadas que conta.
Odeio suas mudanças de humor repentinas e como sofro com elas;
odeio quando você me faz sorrir quando quero ficar séria;
odeio o modo como me faz lembrar de você a cada um passo.
Odeio quando rouba nas brincadeiras e sempre diz que sou chata
Odeio quando me faz chorar também.
Odeio quando você está perto demais,
porém odeio mais ainda quando você está longe de mais.
Odeio não saber como agir em relação a você,
e odeio quando você não age.
Odeio seu comodismo e  como é diferente pessoalmente.
Odeio esse seu senso idiota e babaca de humor
mas odeio mais ainda rir dele.
Odeio quando me ignora,
e odeio o fato de não saber te ignorar.
Odeio quando você não vem falar comigo,
e odeio mais ainda não saber controlar o impulso de ir eu mesma.
Odeio você de variadas formas e diferentes estilos,
odeio como você fala e escreve,
odeio como não fala e quando não escreve;
Odeio tantas coisas em você e deve ser por isso que te amar deve ser mais fácil que odiar.



15 julho, 2010

when words are not necessary



O vento me lembrou que já era hora, levantei-me de meu lugar querendo criar coragem para passar na frente de todas aquelas pessoas, concentrando-me em meus pés e pedindo para que eles não me atrapalhassem. Aah como eu queria me tornar invísivel agora.
Passei por todos discretamente, ou pelo menos o mais discreto que pude. subi os incontáveis degraus esperando realmente que o céu não me desapontasse e que o tão esperado eclipse lunar estivesse lá, esperando por mim para começar seu espetáculo.
Debrucei-me sobre o muro que lá havia e esperei que o espetáculo começasse. Lá não havia ninguém e o frio predominava, umvento frio e repentino me pegou de guarda-baixa dando um leve e congelante toque em meu pescoço.
Me concentrei no céu e em meus devaneios entrava  quando tive a impressão de ver uma pessoa passar pela porta, e então com um olhar cuidadoso voltei a olhar e não havia nada. Minha coluna se arrepiou de novo, agora não sabia se tinha sido pelo vento frio ou por medo da minha imaginação fértil.
Virei-me novamente para as estrelas, mas resolvi verificar mais uma vez, sempre fui tão covarde... E então vi a imagem dele ali, meu coração gelou instantaneamente, minha mente vagou á procura de um comprimento decente, mas não havia nada ali dentro. Tentei sibilar alguma coisa que nem eu mesma entendi, mas desisti quando percebi que ele dera mais um passo.
Agora a luz de uma porta entreaberta iluminava seu rosto, ele ergueu a boca como se fosse pronunciar algo, mas havia uma confusão expressa em seu olhar; e eu permanecia ali calada e imóvel, ouvindo meu coração bater ferozmente e pedindo aos céus que ele não pudesse ouvir também.
Então ele desistiu de suas palavras não ditas e expirou com um sorriso enorme, como se também estivesse surpreso, não por eu estar ali, mas por ele estar.

CONTINUA