Brinquei com gelo nas mãos até que só água sobrasse daqueles cubos. Fiz com minhas próprias mãos a pedra sólida se tranformar em água. Sem forma, sem cor, sem cheiro... Adaptável. A lembrança da solidez da pedra havia se transformado em líquido que evapora. E a única certeza que tive da existência do objeto sólido era a mão gelada que aos poucos se esquentou sem nem ao menos pedir permissão.
A possibilidade de evaporar algo sólido era tão transparente como a água que gotejava dos meus dedos. Era como lágrimas contidas de um inverno, e que no verão evaporam.
05 dezembro, 2010
Paramore in Brazil
Há algum tempo venho pensando na mudança do meu blog e na possibilidade de posts informativos, e acho que agora é a ocasião ideal.
Vocês conhecem PARAMORE, certo? Pois é a banda fará uma turnê pelo Brasil em fevereiro, e será sua segunda vinda ao país. A turnê será do album Brand New Eyes e acontecerá em fevereiro do ano que vem. Os shows serão em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e acontecerão, respectivamente, nos dias 17, 19 e 20 de fevereiro. Eu to super animada para o show do Rio, e pretendo fazer de tudo para poder ir, afinal paramore é uma das minhas bandas preferidas em uma lista pequena na qual a maioria são musicas velhas e nacionais.
Os preços do ingressão irão variar desde 100 reais e 300 e a venda de ingressos será aberta primeiramente para membros do fã clube oficial, depois para alguns cartões específicos e então para o publico em geral, no dia 13 de dezembro.
- Agora vamos falar sobre Brand New Eyes:
O nome do álbum, brand new eyes (olhos bem novos, ou apenas olhos novos) mostra um novo rumo que a banda está tomando, "é como ver tudo de uma nova perspectiva".
Pra maiores informações aqui estão alguns sites que poderão lhe tirar maiores dúvidas sobre a compra de ingressos, local do show e sobre a banda.
- http://noticias.limao.com.br/musica/mus197856.shtm
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Paramore
- http://twitter.com/#!/paramore
- http://twitter.com/#!/yelyahwilliams
24 novembro, 2010
Nostalgia de primavera
Era tarde de primavera, naquela cidade pacata e idiota na qual as três moravam, não havia nada mais interessante a se fazer à dar voltas (que seja percebidos o plural da palavra) no shopping.
Três meninas, todas de uniforme, nenhum parecido, mesma escola, sonhos diferentes, risadas compartilhadas e uma forte ligação que talvez seja fruto de uma banda encontrada no myspace qualquer dia desses, ou talvez há um ano e meio.
Andavam e emitiam sons esquisitos (risadas talvez), estavam se divertindo e isso era claro em seus sorrisos e gargalhadas (e que verdade seja dita, assustavam pedestres de uma mesma calçada).
Seus fones de ouvido compartilhados não importando exatamente a música, mas sim a oportunidade de cantar bem alto (e desafinadamente) e talvez pagar mais algum mico também. Foram muitos aquele dia, mas algo interessante aconteceu intercalando suas risadas causadas pelos tropeções da mais desastrada.
Entraram em uma loja, e é claro que isso envolvia mais algum mico, mas algo naquela atmosfera havia mudado, o cara com olhos verdes atrás do balcão talvez, ou então a total falta de atenção dele na menina que tagarelava ao seu ouvido (que me desculpe a primeira menina).
Olhou para a segunda garota e ela sorriu encantada com os olhos verdes que expressavam sabe-se lá o que. Mas algo acontecia com a terceira, que ignorou completamente a comentário adolescente-juvenil da segunda e só se preocupava em segurar suas mãos fortemente e fixar seu ohar no chão.
Seus ouvidos se fecharam para tudo ao seu redor, apenas apitava um som tão agudo que junto com o tremor de suas mãos faziam seu coração bater ferozmente dentro daquele corpo que insistia em mandar adrenalina para onde tivesse espaço vago. Em sua mente passavam imagens mudas de um passado mal resolvido, que evaporou de uma hora para outra e nunca mais havia sido lembrado.
Aquele sentimento adormecido havia sido acordado. Nada mais fazia sentido, o que estaria ele fazendo ali? O que havia acontecido com ele? Porque ela a deixara de uma hora para outra?
Suas mãos suavam, seus joelhos já não mais existiam e seu coração estava mais ali do que já estivera nos ultimos 2 anos e meio. Em sua cabeça as perguntas tomavam o lugar das imagens mudas, e ali tudo estava tão rápido.
Ela queria enfrentá-lo e dizer como ficou quando ele a deixou de uma hora para outra e sumiu da sua vida. De como ela sentiu falta das risadas e sentimentos ocultos. Ela queria simplesmente tocá-lo e saber que aquilo não era um sonho, uma peça que seu inconsciente estava a lhe pregar, mas tudo o que conseguiu fazer foi sorrir e olhar pro chão, despejando toda sua raiva no aperto de suas próprias mãos.
Respirou fundo, ignorou o apito e acalmou seu feroz coração. Lembrou-se de como andar e saiu dali com as amigas, contou-lhes sobre ele e de como havia sido aquela época tão boa e inocente. Falou das perguntas e do tremor também, não lembrava direito de como havia se sentido, crise de ausência, e então o papo não ocupou mais de 10 minutos.
Em voz alta pelo menos.
Dedicado à duas amigas muito especiais.
Aliás, obrigada pelas risadas daquele dia.
22 novembro, 2010
Vento no Litoral
Renato Russo: Quem que já sofreu por amor?
Público: EEEEEU !
Renato Russo: Isso tudo já se apaixonou de verdade? Eu sempre faço essa pergunta, porque, EU NÃO ACREDITO NISSO. Eu cheguei à conclusão, que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento.
Senão fica um cara doente, igual ao cara dessa música agora (…)
Público: EEEEEU !
Renato Russo: Isso tudo já se apaixonou de verdade? Eu sempre faço essa pergunta, porque, EU NÃO ACREDITO NISSO. Eu cheguei à conclusão, que se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento.
Senão fica um cara doente, igual ao cara dessa música agora (…)
citação de Charles Bukowski
E se em alguém aí fora que se sente louco o suficiente pra querer se tornar um escritor, eu diria vai em frente, cospe no olho do sol, bate nessas teclas, é a melhor loucura que há, os séculos precisam de ajuda, as espécies gritam por luz e apostam e riem. Mostra pra eles. Há palavras suficientes pra todos nós.
(Charles Bukowski)
(Charles Bukowski)
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